Quase todo mundo tem pintas e sinais na pele — a maioria completamente benigna. Mas identificar quais podem ser retiradas por estética, quais precisam só de acompanhamento, e quais exigem remoção imediata por suspeita de malignidade é uma avaliação que só um dermatologista consegue fazer com segurança.
Tipos de lesões pigmentadas
- Nevos melanocíticos comuns (pintas): lesões benignas, geralmente simétricas, de cor uniforme e bordas regulares. A grande maioria nunca precisa de remoção, exceto por preferência estética.
- Nevos atípicos (displásicos): pintas com aparência levemente irregular, que não são câncer, mas têm maior chance de sofrer transformação ao longo do tempo — por isso pedem acompanhamento mais próximo.
- Lesões suspeitas de malignidade: apresentam características de alerta (veja a seção abaixo) e precisam de avaliação e, na maioria das vezes, remoção com investigação histopatológica.
- Queratoses seborreicas e outras lesões benignas: comuns, especialmente em pessoas mais velhas — não são pintas, mas costumam ser confundidas com elas, e também merecem avaliação para descartar dúvidas.
Quais pintas exigem atenção redobrada
Os sinais de alerta seguem a regra do ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada na mesma lesão, Diâmetro maior que 6 mm, e Evolução (mudança de tamanho, forma ou cor em pouco tempo). Lesões que coçam, sangram ou ficam doloridas sem motivo aparente também merecem avaliação. Veja mais no nosso post sobre melanoma.

Quando a pinta deve ser removida
A remoção é indicada quando: há suspeita de malignidade (critérios do ABCDE); a lesão muda de forma perceptível ao longo do tempo; causa incômodo físico (atrito com roupa, machucados frequentes); ou por decisão estética do próprio paciente, em lesões já avaliadas como benignas. A técnica de remoção varia conforme o tipo e a localização da lesão, sempre definida na consulta.
Por que o diagnóstico precoce muda tudo
Quando uma lesão suspeita é identificada e removida cedo, o tratamento costuma ser simples e a taxa de cura é muito alta. Esperar para ver se cresce mais é exatamente o que reduz essa chance — por isso, diante de qualquer dúvida, a orientação é sempre buscar avaliação, não esperar.
Acompanhamento contínuo, não só avaliação pontual
Pessoas com muitas pintas, pintas atípicas, pele clara ou histórico familiar de câncer de pele se beneficiam de um acompanhamento dermatológico regular — com mapeamento corporal e comparação da evolução das lesões ao longo do tempo, não apenas uma consulta isolada quando algo já parece diferente.
Alinhado ao nosso manifesto
Como descrevemos no manifesto da Inpelle, o olhar clínico por trás de qualquer atendimento vai além da estética — identificar cedo o que precisa de atenção é a parte mais importante do cuidado com a pele.
Avaliação individualizada
A avaliação e, quando necessária, a remoção de lesões são feitas pelo Dr. Franck Bobato (CRM-PR 17.976, RQE 12.848), sempre com investigação adequada para cada caso.
Ficou com alguma dúvida ou tem interesse nesse assunto?
Tenho interesse em uma consulta sobre esse assunto
Gostaria de mais informação sobre esse assunto


